Com R$ 18 milhões investidos em expansão, a Supporte Logística amplia sua infraestrutura para produtos de origem animal, cargas refrigeradas e operações que exigem fiscalização especializada.
A importação de determinados produtos exige muito mais do que transporte e documentação. Mercadorias como carnes, pescados, alimentos refrigerados e outros produtos de origem animal precisam atender a exigências específicas de fiscalização, armazenagem e conservação antes de seguir para seu destino.
Para essas operações, contar com uma infraestrutura logística adequada faz toda a diferença. A disponibilidade de câmaras refrigeradas, espaços destinados à inspeção e equipamentos especializados contribui para preservar as condições das mercadorias, reduzir gargalos e trazer maior previsibilidade ao comércio exterior.
Atenta a essas necessidades, a Supporte Logística investiu R$ 18 milhões na expansão do Porto Seco de Suape (PSS), localizado em Ipojuca, Pernambuco. A ampliação fortalece a capacidade operacional da unidade, com destaque para a estrutura destinada às operações fiscalizadas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), por meio do Vigiagro.
O que são MAPA e Vigiagro e por que são importantes na importação?
O Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) é responsável por diferentes atividades de controle e fiscalização de produtos agropecuários no Brasil.
Uma de suas frentes é o Sistema de Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro), que atua na fiscalização de produtos de interesse agropecuário que entram ou saem do país.
Na prática, isso significa que determinadas mercadorias, como carnes, pescados, laticínios e produtos de origem vegetal, precisam passar pelos procedimentos de controle aplicáveis antes de serem liberadas.
Além da documentação exigida, algumas cargas precisam de condições especiais de conservação durante esse processo. Produtos congelados, por exemplo, demandam estruturas capazes de manter temperaturas adequadas enquanto aguardam os procedimentos necessários.
Por isso, a infraestrutura dos recintos alfandegados tem papel importante na eficiência dessas operações.
Ampliação do Porto Seco de Suape: mais estrutura para operações do MAPA
Um dos destaques da expansão do Porto Seco de Suape é o fortalecimento da infraestrutura para operações com produtos de origem animal (POA) e mercadorias que exigem controles específicos de conservação e fiscalização.
A unidade conta com 216 m² de área destinada ao MAPA, além de ambientes refrigerados e estrutura para movimentação e armazenagem de cargas congeladas, com condições operacionais que podem chegar a -25°C.
Entre os principais recursos disponíveis estão:
216 m² de área destinada ao MAPA/Vigiagro, proporcionando espaço específico de apoio às atividades de fiscalização.
Duas câmaras refrigeradas, ampliando as possibilidades de atendimento a mercadorias que exigem controle de temperatura.
75,70 m² de câmara fria, com temperaturas entre 2°C e 15°C.
141,86 m² de área climatizada, com temperaturas controladas entre 15°C e 30°C.
Estrutura para cargas congeladas a -25°C, atendendo às necessidades de conservação de produtos específicos.
Atendimento a contêineres reefer, equipamentos refrigerados utilizados no transporte de mercadorias sensíveis à temperatura.
A estrutura também contempla qualificação para operações com produtos de origem animal (POA), fortalecendo a capacidade de atendimento desse segmento.
Outro diferencial é a possibilidade de realizar inspeções simultâneas, conforme a programação e os procedimentos dos órgãos responsáveis. Isso contribui para melhorar o fluxo operacional, reduzir pontos de congestionamento e otimizar o tempo de permanência das cargas.
Mais do que ampliar o espaço disponível, o investimento representa um avanço na capacidade de receber e movimentar mercadorias que exigem cuidados especiais.
R$ 18 milhões em investimentos e capacidade para 32 mil contêineres por ano
A expansão da estrutura dedicada às operações reguladas faz parte de um projeto mais amplo de modernização e crescimento do Porto Seco de Suape.
Com R$ 18 milhões investidos, a unidade ampliou sua área de armazenagem para aproximadamente 21 mil m², alcançando capacidade de movimentação de 32 mil contêineres por ano.
O complexo logístico reúne ainda:
57 mil m² de área total, destinados às diferentes atividades operacionais.
7.200 posições-palete, ampliando a capacidade de armazenagem e organização das mercadorias.
2.218 TEUs de capacidade de pátio, medida utilizada para representar a capacidade em contêineres equivalentes a 20 pés.
27 mil m² destinados ao estacionamento e apoio à movimentação de carretas e contêineres.
Esses números demonstram a dimensão da operação e a importância dos investimentos para atender às demandas crescentes do comércio exterior.
A ampliação também foi acompanhada por recursos tecnológicos, equipamentos de movimentação e sistemas de rastreabilidade que proporcionam maior visibilidade e controle das operações.
E qual é o papel da Anvisa nessas operações?
Além dos produtos fiscalizados pelo MAPA, existem outras mercadorias que precisam atender a exigências sanitárias específicas durante a importação.
É o caso de produtos sujeitos à atuação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), como medicamentos, cosméticos e determinados produtos para saúde.
Embora MAPA e Anvisa tenham responsabilidades distintas, ambos reforçam a importância de uma infraestrutura logística compatível com as características de cada mercadoria.